25/04/2019

MILITAR É PRESO POR DESVIAR ARMAS PARA EMPRESA LIGADA AO SENADOR MARCOS DO VAL

Militar do Exército responsável por fiscalizar armas é preso por desviar armamentos 

EMPRESA LIGADA AO SENADOR MARCOS DO VAL (PPS),RECEBIA ARMAS DESVIADAS DO EXÉRCITO PELO MILITAR.

O GLOBO - De acordo com o inquérito instaurado pelo Exército, armas desviadas por Alexandre de Almeida eram repassadas ao Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas, na cidade de Serra, no Espírito Santo.

Um esquema de desvio de armas do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar do Exército levou à prisão o ex-chefe da unidade, o tenente-coronel Alexandre de Almeida. O militar era a mais importante autoridade do setor no controle de armas que circulam no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Preso nesta terça-feira, ele tinha como atribuições fiscalizar: a importação e o comércio de armas, os clubes de tiro, o comércio de explosivos, a blindagem de veículos, além das atividades de caçadores, atiradores e colecionadores, estes últimos são conhecidos pela sigla CACs.

O senador e a escola de tiro
Marcos do val,tem vínculo com a  Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas a muitos anos.
Tanto em sua página oficial no Facebook quanto no Youtube, existem vídeos do senador oferecendo os produtos da loja. O vídeo mais antigo que encontramos é de 2016, como o leitor pode ver a baixo.

O governo estuda, para os próximos dias, facilitar a aquisição de armas pelos CACs, por meio de um decreto que o presidente Jair Bolsonaro pretende assinar, aumentando o tempo de validação dos registros. A investigação do Exército ocorre também no momento em que o arsenal e a concessão de registros para caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo dá um salto nos últimos cinco anos, como o GLOBO revelou na última segunda-feira. As novas autorizações para a categoria passaram de 8.988, em 2014, para 87.989, em 2018, ou seja, um aumento de 879%. Atualmente, há 255.402 licenças ativas no Brasil. Já o número de armas nas mãos dos CACs foi de 227.242 para 350.683 unidades.



O Senador Marcos Ribeiro do Val, em um estande de tiros da empresa.

Preso nesta terça-feira, ele tinha como atribuições fiscalizar: a importação e o comércio de armas, os clubes de tiro, o comércio de explosivos, a blindagem de veículos, além das atividades de caçadores, atiradores e colecionadores, estes últimos são conhecidos pela sigla CACs.

Marcos do val,em outro vídeo gravado na empresa em 2016




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