30/04/2019

Petrobrás aumenta preço da gasolina em 3,5% ,horas após Bolsonaro liberar privatizações

Petrobrás aumenta preço da gasolina em 3,5% ,horas após Bolsonaro liberar privatização de 8 refinarias


Preço médio do litro vai a R$ 2,045 e é o maior desde o fim de outubro do ano passado; diesel segue estável.
A Petrobras anunciou, na noite desta segunda-feira (29), um aumento médio de R$ 0,07 por litro de gasolina às distribuidoras. Os novos valores passarão a valer a partir da meia-noite desta terça-feira (30).

O preço médio da gasolina não mudava desde 23 de abril. A Petrobras reduziu a frequência de reajustes na gasolina. Para evitar perdas, tem utilizado mecanismo de proteção financeira (conhecido como hedge) que permite aumentar os intervalos de reajustes nos preços da gasolina nas refinarias em até 15 dias.


O repasse do reajuste ao consumidor final, nos postos, irá depender de uma série de variáveis, como a margem de revendedores e distribuidores, de impostos e da mistura obrigatória de biocombustível.

“Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explicou a estatal em nota.

Privatização de 8 refinarias 

“A intenção é vender metade da nossa capacidade de produção”, disse o preposto de Bolsonaro à frente da estatal, Roberto Castello Branco, em entrevista à Globo News. Ele afirmou que espera arrecadar US$ 15 bilhões com a venda das refinarias.


A política de “desinvestimento”, iniciado no governo Dilma Rousseff e implementado pelo governo Bolsonaro, vai atingir as seguintes refinarias, com capacidade de refino de 1,1 milhão de barris por dia: Refinaria Abreu e Lima (Rnest), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).

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