01/05/2019

FIM DA POLÊMICA; EMPRESAS RETIRAM PATROCÍNIO DE EVENTO COM BOLSONARO EM NOVA YORK

G1- Companhia aérea Delta, consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times retiraram o apoio ao evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

"A Delta Airlines retirou o apoio a uma homenagem a Jair Bolsonaro, marcada para 14 de maio em Nova York. Além da companhia aérea, a consultoria Bain & Company também anunciou que não se envolverá com o evento. A solenidade seria sediada no Museu Americano de História Natural de Nova York sediaria, mas o museu desistiu. A premiação de "Pessoa do Ano" para Bolsonaro será promovida pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos", informa o jornalista Guilherme Amado.

De acordo com a CNBC, os patrocinadores do evento têm sofrido pressão de ativistas por causa do longo histórico de declarações homofóbicas e misóginas de Bolsonaro.


Desde 1970, a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos escolhe todos os anos duas personalidades para homenagear, uma americana e outra brasileira. A cerimônia de premiação ocorre durante um jantar de gala com a presença de cerca de mil convidados, com entradas a preço individual de 30 mil dólares.

Antes da saída dos patrocinadores, o evento já havia sofrido pelo menos dois reveses. Inicialmente, a cerimônia estava prevista para ocorrer em um espaço de eventos do Museu de História Natural de Nova York (AMNH).

Após pressão de ativistas e funcionários da instituição, que argumentaram que a homenagem seria "uma mancha na reputação do museu", a direção da instituição decidiu revogar o aluguel do espaço. Neste caso também pesou a postura de Bolsonaro em relação à preservação do meio-ambiente.

Antes de tomar a decisão final sobre o cancelamento, o museu chegou a afirmar em comunicado que havia alugado suas instalações "antes que o homenageado fosse conhecido".

Depois disso, o restaurante Cipriani Hall, em Wall Street, recusou a sediar o evento diante da pressão de críticos do presidente, entre eles o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que chamou Bolsonaro de "um ser humano muito perigoso”.

Por fim, os organizadores conseguiram alugar um espaço em um hotel da rede Marriott na Times Square.


Mas, de acordo com a CNBC, a rede hoteleira também vem sendo alvo da pressão de ativistas e críticos do presidente.

Em uma carta enviada à direção da rede Marriott, o senador estadual democrata de Nova York Brad Hoylman, pediu que a empresa reconsiderasse o aluguel do espaço alegando que Bolsonaro é um "homofóbico perigoso e violento, que não merece uma plataforma pública de reconhecimento em nossa cidade”. "O único prêmio que Bolsonaro merece é o de ‘intolerante do ano'”, disse.

Em resposta à pressão, um porta-voz da rede afirmou que é "obrigada por lei a aceitar a transação mesmo quando isso entrar em conflito com nossos valores”. A rede é parte da Câmara Nacional de Comércio de Gays e Lésbicas dos EUA e patrocina o Centro Nacional para Direitos Lésbicos e seus executivos são conhecidos por defenderem publicamente causas LGBT.

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