16/05/2019

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DIZ MP;PARENTES DE BOLSONARO DEVOLVIAM 90% DOS SALÁRIOS

MP diz que 'organização criminosa' em gabinete de Flávio Bolsonaro tinha 'clara divisão de tarefas'

O Ministério Público do Rio (MPRJ) identificou no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, hoje senador pelo PSL-RJ, na Assembleia Legislativa (Alerj) o que considerou serem indícios de uma "organização criminosa com alto grau de permanência e estabilidade", voltada para cometer crimes de peculato (desvio de dinheiro público).

Promotores afirmam ainda que o ex-motorista Fabrício Queiroz tentou assumir a responsabilidade sozinho “para desviar o foco”.

A quadrilha, segundo a Medida Cautelar de Afastamento de Sigilos Bancário e Fiscal ajuizada pela promotoria na 27ª Vara Criminal, um documento de 87 páginas obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo, era dividida em três núcleos "hierarquicamente compartimentados".

De todos os nomes elencados pelo Ministério Público estadual, nove eram de parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, a segunda mulher de Jair Bolsonaro e mãe do seu quarto filho, Jair Renan. 

Ana Cristina, com quem Jair Bolsonaro viveu em união estável por dez anos, entre 1998 e 2008, foi a ponte para que a família Siqueira Valle começasse a integrar a extensa lista de funcionários do clã Bolsonaro há cerca de 20 anos.

Uma pessoa próxima à família falou com a Revista ÉPOCA sob condição de anonimato e disse que os parentes nomeados nunca fizeram o trabalho de assessoria parlamentar na cidade ou na Alerj. De acordo com essa pessoa, ao menos dois familiares admitiram que repassavam cerca de 90% dos salários de volta para os parlamentares. ÉPOCA 

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