09/09/2019

Kalil quer Bienal em BH. 'Aqui não se prende livro'

O secretário municipal de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, revelou na noite deste sábado (7) que o prefeito Alexandre Kalil ofereceu a cidade de Belo Horizonte como sede para a próxima Bienal do Livro. “Aqui não se prende livro nem se cultua a ignorância”, disse Juca em sua publicação.

Em entrevista ao jornal O Tempo, Ferreira afirmou que “há uma postura de retrocesso no Brasil” e que, se a Bienal do Livro passar a ser realizada em BH, “será uma vitória contra o obscurantismo”.

“Nós temos uma posição contrária a essa invasão da Bienal do Rio e estamos nos oferecendo para trazer o evento para cá, enquanto Crivella for prefeito. Estamos oferecendo Belo Horizonte como espaço alternativo para os escritores e organizadores que chegaram a dizer que não realizariam mais a Bienal no Rio com Crivella prefeito.


Além disso, cresceria muito o nosso evento e seria um gol de placa nesta postura obscurantista. A cena da polícia invadindo o evento para recolher livros é mais apropriada ao nazismo, ao fascismo ou regimes ditatoriais. Todos os brasileiros e brasileiras devem rejeitar”, alfinetou o secretário de Cultura.


No Rio de Janeiro
Gritos contra a censura, bandeiras com o símbolo do arco-íris e até um beijaço marcaram as manifestações. “Não vai ter censura” e “Fora Crivella”, foram alguns dos gritos ecoados pelo público que percorria entre os estandes.

A Constituição Federal também foi lembrada. Ainda abordando a censura foi destacado o artigo 5º que determina a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação.

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