terça-feira, 19 de maio de 2020

Flávio Bolsonaro pagou R$ 500 mil para advogado de Queiroz

Advogado da família Bolsonaro foi pago com dinheiro do fundo partidário

A pedido do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), o PSL nacional, partido ao qual era filiado na época, contratou em fevereiro de 2019 o escritório de advocacia de um ex-assessor que teve o nome envolvido no esquema das rachadinhas e no suposto vazamento de informações da Polícia Federal em benefício da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O contrato valeu por 13 meses e meio e teve custo de ao menos R$ 500 mil, tirados do fundo público partidário.

O relatório fiscal do PSL de 2019 mostrou que o advogado Victor Granada Alves (Granado Advogados Associados, do qual Victor é sócio) foi contratado com verba do fundo partidário. A função de Victor era fornecer atendimento jurídico ao diretório da legenda no Rio de Janeiro, sob o comando de Flávio, a começar de fevereiro do último ano.

O advogado recebia mensalmente R$ 40 mil. Além disso, Mariana Teixeira Frassetto Granado, uma das sócias do escritório, atua como assessora do gabinete de Flávio no Senado, com vencimentos de R$ 22.943,73.

Victor já era dono de uma outra loja da mesma franquia em sociedade com a mulher, Mariana Frassetto Granado. A loja fica em um shopping na Zona Norte do Rio.

Atualmente, ela é funcionária comissionada no escritório político do senador Flávio Bolsonaro com salário de R$ 22 mil.

O relatório de inteligência financeira revela que um caixa eletrônico em um shopping foi usado para depósito em dinheiro em um dos esquemas de rachadinha em que Victor é investigado.

Victor é advogado também da loja de chocolates de Flávio Bolsonaro que tem a mesma marca. A loja de Flávio é investigada por lavagem de dinheiro no esquema das rachadinhas. O Ministério Público estadual acredita que entrava mais dinheiro na loja do que ela faturava.