segunda-feira, 6 de julho de 2020

China entra em alerta máximo após casos de peste bubônica

650 pessoas tiveram contato com infectados com a peste negra na Mongólia

O Governo de Mongólia decretou lockdown na cidade de Khovd após novos casos da Peste Negra/Bubônica serem detectados, após portadores consumirem carne de marmota.

Um dia depois dos casos registrados na Mongólia, neste domingo (5), foram identificados alguns pacientes com peste bubônica no noroeste da China, mais precisamente na cidade de Bayan Nur – justamente, perto da fronteira com a Mongólia.

As autoridades chinesas isolaram um pavilhão inteiro do hospital da cidade para cuidar dos dois pacientes, além de tomar outras medidas de distanciamento e segurança para evitar que a praga se alastre no centro de saúde.

Segundo a agência chinesa Xinhua, as equipes de saúde da região também investigarão algumas mortes repentinas registradas em Bayan Nur e outras cidades próximas à fronteira, para saber se têm relação com a doença.

A peste bubônica foi uma das doenças mais devastadoras da história da humanidade. Se estima que sua pandemia, durante a Idade Média, chegou a matar cerca de 100 milhões de pessoas na Ásia e na Europa, especialmente no seu auge, entre os anos de 1347 e 1351. Alguns historiadores afirmam que a praga dizimou entre 30% e 50% da população da Europa em sua época.

Além da China, outros países da Ásia Central já estudam medidas para prevenir a possível chegada da bactéria causadora da peste aos seus territórios, que também estão relativamente próximos da fronteira entre a China e a Mongólia. São os casos de Rússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Quirquistão, Tadjiquistão, Afeganistão, Paquistão, Índia, Nepal e Butão.